Artista da Semana: The Cooper Temple Cause
Álbum: Kick up the fire and let the flames break loose
Música: Blind Pilots
Recomendação: 4/5
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Não Arde, Mas Queima.
A tentação queima a sombra que nos distancia e o que era pequeno, torna-se enorme vezes sem conta, até se tornar estranho. Dói sempre que me tentas, Dói sempre que te aproximas, Dói sempre…, sempre que arde. Lês a minha pele com os teus dedos e culpas a chuva por momentos censuráveis. Sabes que a dor é o alívio para antecedentes insistentes e tudo o que é oferecido são condolências prematuras. Talvez prefira que este segundo doa, talvez consiga ver a beleza de uma lágrima, talvez já não saiba como era bom, talvez a realidade visível não seja tal e qual como a vemos. Se a tentação te queima, não deixes arder por muito tempo, deixa apenas o tempo necessário, para que seja uma viagem em que possas sempre voltar.
Filipe Almeida
Filipe Almeida
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
The Airborne Toxic Event - Wishing Well
Artista da Semana: The Airborne Toxic Event
Álbum: The Airborne Toxic Event
Música: Wishing Well
Recomendação: 4,5/5
Álbum: The Airborne Toxic Event
Música: Wishing Well
Recomendação: 4,5/5
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pobre Riqueza
À nascença não te deixaram escolher o que querias ser e desde logo te prometeram a felicidade desejada por tantos, A riqueza. Nos teus olhos corre a alegria de um crime perfeito, mas nas tuas veias, flui a incapacidade de lutar pelos desejos da tua alma. O que tens em comum com o comum? NADA. O que tens para mostrar? NADA. O que ganhas com tanta ostentação? NADA. Nunca ponderaste a clemência do mérito, quando para ti a escolha é um acto tão singelo. Levas um pedaço de alma, completamente obscuro pela inutilidade do ter, sem ter de sofrer. É assim, que ganhas essa arrogância familiar, que cria uma soberania disfarçada, por desejos corrompidos pela ausência do esforço. Eu que lutei pelo desejo de ter, não tenho receio de perder. Tu que nunca soubeste o que é desejar, perderás a primazia do teu mundo, por não saber lutar. Darei sempre mais valor à minha riqueza, que a qualquer momento na tua soberania fantasiada, e para que saibas, a riqueza não está aí, a riqueza está no que não consegues ter.
Filipe Almeida
Foto: Diogo Drigo
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
"Verbar"
Argumentar, se queres discordar
Silenciar, quando não sabes argumentar
Beijar, se não sabes silenciar
Amar, quando sentes o desejo de beijar
Apaixonar...se não sabes amar
Questionar, quando não entendes o apaixonar
Recordar, se não há intenção de questionar
Contemplar, quando emerge a alegoria do recordar.
Filipe Almeida
Silenciar, quando não sabes argumentar
Beijar, se não sabes silenciar
Amar, quando sentes o desejo de beijar
Apaixonar...se não sabes amar
Questionar, quando não entendes o apaixonar
Recordar, se não há intenção de questionar
Contemplar, quando emerge a alegoria do recordar.
Filipe Almeida
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Robert Francis - Junebug
Artista da Semana: Robert Francis
Álbum: Before nightfall
Música: Junebug
Recomendação: 3/5
Álbum: Before nightfall
Música: Junebug
Recomendação: 3/5
Repreender o orgulho
Cruzas os braços, como se quisesses abraçar aquele momento, num passado em que recusas pertencer. Ouves as preces de quem deixou apenas um vazio e a genialidade da certeza. Sento-me agora sobre o aconchego destes segundos celestiais e percorro os pensamentos como um relâmpago, chamo-lhe retrospectiva da vida. Ao contrário da minha definição, há quem subjugue a dúvida, com um simples jogo da “roleta russa”, respiras fundo, aquele fundo que faz doer e reduzes o silêncio à (im)possibilidade de acreditar no destino. Diz-lhe, isso não é viver! Não tenhas receio, se hoje ignoraste o impensável, amanhã poderás dar valor à possibilidade de acontecer.
Filipe Almeida
Filipe Almeida
Foto: Vitor Ribeiro
Em busca da riqueza
"Não nos engane a riqueza,
Porque tanto esmorecemos,
Trás que vamos;
Já que temos a certeza
Que, quando mais a queremos,
A deixamos.
Gastamos em alcançá-la
A vida; e quando queremos
Usar dela,
Nos tira a morte lográ-la;
Assi que Deus a perdemos
E a ela."
Luís Vaz de Camões, " As cartas - Escrita de Ceuta"
domingo, 8 de agosto de 2010
Tired Pony - Point me at lost islands
Artista da semana: Tired Pony
O Cd com o título "The Place We Ran From", é o 1º álbum dos "Tired Pony", um novo projecto que tem uma cara bem conhecida dos palcos musicais, Gary Lightbody dos "Snow Patrol".
Recomendação: 4/5
O Cd com o título "The Place We Ran From", é o 1º álbum dos "Tired Pony", um novo projecto que tem uma cara bem conhecida dos palcos musicais, Gary Lightbody dos "Snow Patrol".
Recomendação: 4/5
Epopeia Vinculada
Não há palavras mágicas, nas epopeias desejadas pelo pensamento
Não há toques afáveis, que tragam promessas infindas
Há apenas um conhecimento renunciado, por momentos já sentidos
Cismático, reclamas por essa esperança simulada, onde deitas a tua felicidade.
Vejo esta luta de almas.
Vejo o que não devia ver.
Vejo a timidez e o teu rosto corado.
Vejo carne com carne.
Vejo as ondas que não trazem água.
Vejo a energia que nos deixa cansados.
Vejo esta doença extática que dá forma aos lençóis.
Vejo o errado, parecer correcto.
A transformação da epopeia num epitáfio sorridente,
dá azo a uma clausura temida pela adversidade da satisfação.
Foges, para receber algo inerte que te provoque a expiação,
uma vez que a tua liberdade, sempre foi uma fragilidade demente.
Não há toques afáveis, que tragam promessas infindas
Há apenas um conhecimento renunciado, por momentos já sentidos
Cismático, reclamas por essa esperança simulada, onde deitas a tua felicidade.
Vejo esta luta de almas.
Vejo o que não devia ver.
Vejo a timidez e o teu rosto corado.
Vejo carne com carne.
Vejo as ondas que não trazem água.
Vejo a energia que nos deixa cansados.
Vejo esta doença extática que dá forma aos lençóis.
Vejo o errado, parecer correcto.
A transformação da epopeia num epitáfio sorridente,
dá azo a uma clausura temida pela adversidade da satisfação.
Foges, para receber algo inerte que te provoque a expiação,
uma vez que a tua liberdade, sempre foi uma fragilidade demente.
Filipe Almeida
Foto: Sílvia Antunes
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Quem somos?
Mais um excelente texto com toda a sumptuosidade do J.P.
"Somos como fogo e chuva
Somos elementos diferentes
Somos como Vénus e Marte
Somos estrelas diferentes
Somos como o Verão e o Inverno
Somos estações diferentes
Somos oito ou oitenta
Somos números diferentes
Por vezes sou como o fogo queimo tudo ao meu redor reduzo sentimentos a cinzas faço chorar quem tudo perde por minha causa, felizmente, tu és a chuva que acalma esta chama infernal fazes de mim uma pequena labareda que parece ter medo de queimar, somos diferentes, porem muito iguais.
Somos como dois deuses tu és Vénus com toda a tua beleza e sensualidade, eu sou Marte o deus possante da Guerra. Juntos somos um só ser, um novo deus do Olimpo.
Eu por vezes sou frio como o inverno, tu és quente como o Verão juntos, somos a mais bela das estações, a estação em que todos os animais se sentem enamorados, juntos somos a primavera.
Muitas vezes tu és oito e eu sou oitenta mas se o oito não existisse, também não havia oitenta.
Podemos nada ter em comum, podemos ser o oposto mas junto somos muito mais que apenas dois indivíduos com defeitos, juntos somos quase perfeitos!"
J.P
domingo, 1 de agosto de 2010
A força da vontade
"Tudo vence uma vontade obstinada, todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio se impôs. Atento ao mundo exterior, para que não falte nenhuma oportunidade de pôr em prática o pensamento que o anima, não deixa que ele o distraia da tensão interna que lhe há-de dar a vitória; tem os dotes do político e os dotes do artista, quer modelar o mundo segundo o esquema que ideou. Não se trata, claro, de um triunfo pessoal; em história da cultura não há triunfos pessoais; ou a vontade é pura e generosa, nitidamente orientada ao bem geral, ou mais cedo, mais tarde, se há-de quebrar contra vontades de progresso mais fortes que ela. Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência. Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado."
Agostinho da Silva,"Considerações"
Agostinho da Silva,"Considerações"
quinta-feira, 29 de julho de 2010
O Arrepio
Está presente num qualquer momento da vida e tem a capacidade de tornar visível o que irremediavelmente queremos esconder, Os sentimentos.
Na veemência do sopro, na pedra de gelo que percorre a tenacidade da pele, numa gota de água perdida entre o suor e a chuva, num toque desejado, no atrito entre o giz e a ardósia, na delicadeza do beijo, no calor compadecido, na amenidade do vazio, no prazer que vagueia entra a paixão e o amor, na beleza dos olhares ilícitos, o “ai”, o “hum”, o Desejo, o sossego da noite, a folha de papel, o deleito da surpresa, a melodia da voz, a intensidade da música, as palavras harmoniosas, as lágrima sentidas, o paladar categórico da perfeição, a susceptibilidade do pescoço…
Filipe Almeida
P.S - Deixo o texto com reticências, para o caso de quererem acrescentar (terei todo o gosto em colocar no meu texto), outras situações que provoquem o arrepio.
Na veemência do sopro, na pedra de gelo que percorre a tenacidade da pele, numa gota de água perdida entre o suor e a chuva, num toque desejado, no atrito entre o giz e a ardósia, na delicadeza do beijo, no calor compadecido, na amenidade do vazio, no prazer que vagueia entra a paixão e o amor, na beleza dos olhares ilícitos, o “ai”, o “hum”, o Desejo, o sossego da noite, a folha de papel, o deleito da surpresa, a melodia da voz, a intensidade da música, as palavras harmoniosas, as lágrima sentidas, o paladar categórico da perfeição, a susceptibilidade do pescoço…
Filipe Almeida
P.S - Deixo o texto com reticências, para o caso de quererem acrescentar (terei todo o gosto em colocar no meu texto), outras situações que provoquem o arrepio.
Joss Stone - what were we thinking
Com 26ºc à noite, era capaz de me imaginar num alpendre de uma casa na praia, numa daquelas cadeiras enormes de baloiço, a sentir a brisa do mar e a ouvir a rebentação das ondas com a Joss Stone como música de fundo.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O que os olhos não vêem
"Aos outros dou tudo o que sou, divido-me, repartindo-me entre todos, poucos são os que me viram triste poucos são aqueles, que realmente me viram.
Ninguém me conhece, tenho o defeito de nunca ser levado a sério como se a minha opinião ou vontade não importa-se, talvez seja invisível aos olhos dos outros, talvez viva num mundo onde não me consigo Adaptar.
Todos os dias procuro o meu lugar o meu posto, o palco onde posso falar, ser ouvido e compreendido pelos outros. Talvez os outros não tenham culpa talvez, talvez eu seja de tal modo diferente que ninguém me consiga ver. Talvez não me consigam ver porque para isso precisam de mais do que a visão precisam de me ver nos pequenos gestos nas pequenas coisas que passam despercebidas, aquelas pequenas coisas que elevam a besta a bestial. Talvez seja uma besta porque não vêem o bestial que sou, talvez só vejam coisas grandes e eu apenas viva de pequenas coisas, as coisas que me fazem feliz.
Talvez um dia o mundo mude, ou talvez um dia eu me entregue ao banal, talvez um dia seja eu a mudar. "
J.P
Ninguém me conhece, tenho o defeito de nunca ser levado a sério como se a minha opinião ou vontade não importa-se, talvez seja invisível aos olhos dos outros, talvez viva num mundo onde não me consigo Adaptar.
Todos os dias procuro o meu lugar o meu posto, o palco onde posso falar, ser ouvido e compreendido pelos outros. Talvez os outros não tenham culpa talvez, talvez eu seja de tal modo diferente que ninguém me consiga ver. Talvez não me consigam ver porque para isso precisam de mais do que a visão precisam de me ver nos pequenos gestos nas pequenas coisas que passam despercebidas, aquelas pequenas coisas que elevam a besta a bestial. Talvez seja uma besta porque não vêem o bestial que sou, talvez só vejam coisas grandes e eu apenas viva de pequenas coisas, as coisas que me fazem feliz.
Talvez um dia o mundo mude, ou talvez um dia eu me entregue ao banal, talvez um dia seja eu a mudar. "
J.P
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
O perto que é longe
Não te reges pela mesma sensibilidade que as tuas congéneres companhias e é fácil perceber o seu constrangimento, perante o prazer da tua expressividade. Os ciúmes invadem a alma das pessoas que te rodeiam. Também tu danças…o mesmo som, a mesma coreografia, a mesma intensidade de movimentos, mas com uma sensualidade distinta, que te transporta numa magia ilusória, que ainda não sabes manusear. Nesse jogo das diferenças, até vendado seria o mais perspicaz. Paixão secreta. A minha timidez é apenas instinto de uma realidade desfavorável, onde a indeterminação beija a certeza deste pensamento audaz.
És tão genial, que eu próprio não te consigo entender. É como olhar para a perfeição com uma dioptria elevada, onde a beleza só é perceptível aos olhos de quem sabe ver com o coração. És um veneno volátil, uma perdição fantasiada, um verbo sem significado. A tua magia nunca conseguirá vencer o tempo e a minha timidez jamais mergulhará na ilusão dessa realidade. Eu tenho a pergunta errada e tu a resposta certa!
Ficaremos sempre assim, o meu sorriso tímido e a tua sensualidade mágica.
Filipe Almeida
És tão genial, que eu próprio não te consigo entender. É como olhar para a perfeição com uma dioptria elevada, onde a beleza só é perceptível aos olhos de quem sabe ver com o coração. És um veneno volátil, uma perdição fantasiada, um verbo sem significado. A tua magia nunca conseguirá vencer o tempo e a minha timidez jamais mergulhará na ilusão dessa realidade. Eu tenho a pergunta errada e tu a resposta certa!
Ficaremos sempre assim, o meu sorriso tímido e a tua sensualidade mágica.
Filipe Almeida
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Paredes Brancas
Este texto é da autoria de outro sentimentalista, um amigo, um colega. Obrigado pela partilha J.P.
"Olho as paredes brancas, Fico á espera imóvel, de um sinal teu, fico tão quieto, que nem me sinto respirar, parado no tempo e no espaço como se não existisse, incapaz de mover um músculo, incapaz ser alguém.
Apenas á espera de um sinal, algo teu, algo que não sendo teu te defina, algo simples mas perfeito, procuro e procuro imóvel a olhar as paredes, cansado de correr minha mente procurando algo que não seja teu. Encontro-te em cada esquina em cada olhar em cada local do meu inconsciente, és rainha soberana, és o ser mais belo és a tal, alma gémea capaz de me libertar desta jaula imóvel onde vivo, onde escrevo e onde perco horas de vida sem fazer nada, parado imóvel, incapaz de viver.
Mas o mundo não pára, lá fora brincam os putos com uma bola nos pés, um sonho que chutam na esperança de ser alguém, um sonho que os faz correr á busca de um novo futuro um futuro que não seja herdado dos pais das mães ou de toda a família que nunca teve nada, assim como eu corro por um sorriso teu, pelo meu futuro a teu lado, pela ínfima probabilidade de ser bom o suficiente para não herdar tristezas mágoas ou desatinos pensar que algum dia poderei ser amado, pensar sequer que tu existes de verdade que não és simples invenção da minha cabeça do meu corpo, gritando por afecto por carinho. "
J.P
"Olho as paredes brancas, Fico á espera imóvel, de um sinal teu, fico tão quieto, que nem me sinto respirar, parado no tempo e no espaço como se não existisse, incapaz de mover um músculo, incapaz ser alguém.
Apenas á espera de um sinal, algo teu, algo que não sendo teu te defina, algo simples mas perfeito, procuro e procuro imóvel a olhar as paredes, cansado de correr minha mente procurando algo que não seja teu. Encontro-te em cada esquina em cada olhar em cada local do meu inconsciente, és rainha soberana, és o ser mais belo és a tal, alma gémea capaz de me libertar desta jaula imóvel onde vivo, onde escrevo e onde perco horas de vida sem fazer nada, parado imóvel, incapaz de viver.
Mas o mundo não pára, lá fora brincam os putos com uma bola nos pés, um sonho que chutam na esperança de ser alguém, um sonho que os faz correr á busca de um novo futuro um futuro que não seja herdado dos pais das mães ou de toda a família que nunca teve nada, assim como eu corro por um sorriso teu, pelo meu futuro a teu lado, pela ínfima probabilidade de ser bom o suficiente para não herdar tristezas mágoas ou desatinos pensar que algum dia poderei ser amado, pensar sequer que tu existes de verdade que não és simples invenção da minha cabeça do meu corpo, gritando por afecto por carinho. "
J.P
Improviso da Imaginação
Num diferente tom, repreendo a silhueta da sombra que me persegue, quando tudo o que desejo é a solidão. Descubro a mudança, quando o sol está mais alto, mesmo por cima do meu centro de gravidade, ou quando os meus passos têm a celeridade necessária para despistar aquele espião mais decidido. A ousadia é um prémio para quem não teme o fracasso e a sombra está sempre presente, dignificando a sua perseverança. A ironia grita uma melodia fria, onde a mente é uma ferramenta rudimentar da decisão…assim, continuamos a perder demasiado tempo em futilidades e nessa diligência transformamo-nos em criaturas do medo. Somos apenas imbecis, que não sabemos imaginar para além da realidade. As dúvidas nunca se tornaram em oportunidades e a revolução da indiferença cessa qualquer ímpeto de esperança. Sabendo que as coisas simples permanecem e as desejadas por vezes desvanecem, onde colocamos a simplicidade do improviso, se temos a capacidade de imaginar? Se acreditar que a minha alma é fogo e mesmo assim, tiver a coragem de mergulhar na espuma daquela onda, não terei o direito de conceder um sorriso ao sadismo da minha imaginação? A nossa existência vai muito além do planeado, é o improviso da imaginação que faz a rotura da uniformidade dos nossos passos, é o improviso que faz as recordações durarem para sempre.
Improvisa o silêncio, quando ele se torna pesado!
Filipe Almeida
Improvisa o silêncio, quando ele se torna pesado!
Filipe Almeida
sexta-feira, 9 de julho de 2010
É preciso elevar a pessoa ao lugar do espanto
"Quase, é uma palavra notável. Todas as pessoas deviam ter por nome próprio quase. Eu sou quase, tu és quase, ele é quase, nós somos quase. Quase qualquer coisa que não chega a ser quase. Uma equação quase perfeita. Um número quase redondo que só existe dentro das nossas cabeças ligadas por fios primorosos. Fios de aço que amarram a loucura e a mantêm obediente. Não pretendas ser mais. As lágrimas que te escorrem pela cara desenham traços de temperatura variável. Continuam a surgir frases por escrever, amores inacabados. O amor é sequioso como uma planta. O melhor é a água. Não há outra maneira. A felicidade é coisa que acontece tarde. Da qual só se tem notícia depois de ter sido. Quando alguém clama: sou feliz, está a preparar-se para a desgraça. Imensas são as coisas que só existem no tempo passado. Não há vagas, quer no inferno, quer no paraíso. Suceder já quer dizer sucedido, porque triunfar é um verbo a morrer. Há em mim qualquer um que tem saudades de si. Saudades imperiosas, bruscas, inevitáveis. Continuo a ignorar para onde foi o que fui, em que casas acordam as pessoas que amei. Dói quase. Assim, sempre assim. Uma espécie de distância que não pode ser percorrida."
Pedro Paixão "É preciso elevar a pessoa ao lugar do espanto"
Pedro Paixão "É preciso elevar a pessoa ao lugar do espanto"
Deixa
Fecha a porta e deixa-me contar porque sou assim. Deixa-me unir estas duas almas, deixa-me sentir a conquista desse respirar. Só te contam mentiras e a verdade é apenas uma oportunidade para te ofender. O talvez, surge num meio espectral, onde ninguém consegue ter a perícia de organizar esse emaranhado de sonhos. Regozijo de uma solidão diligente, em que o quase, é demasiado lento para conseguir contemplar esse momento.
É o aviso, para este caos iminente. Manifesto esta sensação, de ter um coração insuperável, portanto se não tens a certeza, não me tentes. Escureceu e os segredos, já não se precisam de esconder, é assim que contínuo embaixador do meu lugar.
É o aviso, para este caos iminente. Manifesto esta sensação, de ter um coração insuperável, portanto se não tens a certeza, não me tentes. Escureceu e os segredos, já não se precisam de esconder, é assim que contínuo embaixador do meu lugar.
Deixa de perguntar quem sou Eu e vem-me procurar!
Filipe Almeida
Irmãos de Sangue

Há sempre um retorno nas promessas que nos fazem sorrir. Não é apenas uma história, é o completar de todos aqueles espaços vazios, que nos fazem permeáveis à contingência desta sociedade.
Valeu a pena seres paciente...como sempre fomos. Nunca traçamos metas impossíveis de alcançar e sempre tivemos a imaginação necessária para acreditar que, se não acontecer hoje, poderá acontecer amanhã. Pelos dias em que não fomos pacientes, aqui estávamos nós, em confidências unívocas, para que a imprudência não fosse má conselheira.
O sorriso das tuas palavras e os gestos meigos do teu movimento, são consequência do estado de júbilo, em que te encontras. Sabe bem ouvir-te, sabe bem observar-te. És agora exemplo para mim, assim como eu um dia, já fui para ti.
Eu sou um passageiro da tua felicidade, portanto continua a ser FELIZ!! =)
Filipe Almeida
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Bon Iver - Re: Stacks
Adoro sonhar com o impossível, por momentos, parece que lhe toco, o suficiente para dizer "Quase....!"
Iniciar sessão -> Enter
Chegou aquele momento... a insipidez destes dias terminaram e em breve vou entrar na monotonia das minhas palavras.
A indiferença pouco me importa, vou continuar a cansar estes dias quentes e subjugar o conforto com os meus sentimentos.
Não o faço por ti, não o faço por mim, não o faço por ninguém, faço-o apenas pelo prazer da recordação.
Filipe Almeida
A indiferença pouco me importa, vou continuar a cansar estes dias quentes e subjugar o conforto com os meus sentimentos.
Não o faço por ti, não o faço por mim, não o faço por ninguém, faço-o apenas pelo prazer da recordação.
Filipe Almeida
sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago 1922-2010

Espaço Curvo e Finito
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José Saramago, "Os poemas possíveis"
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças
E ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe,
Um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José Saramago, "Os poemas possíveis"
domingo, 16 de maio de 2010
A contagem
Vão ser 50 dias, até voltar a escrever aqui.
E como um sorriso faz sempre falta, "SORRI, SOU REI"
E como um sorriso faz sempre falta, "SORRI, SOU REI"
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Tenho tanto sentimento (Não é um FIM)
Hoje decidi dar um tempo ao sentimento, não é um fim, é apenas um desejo, de não apriosionar a inspiração. Voltarei, porque sou incapaz de não ter uma vida dividida( vejam o poema do Fernando Pessoa). O que seria da vida vivida, sem ser pensada? Aos meus "seguidores", Obrigado e Até Breve!
"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."
Fernando Pessoa
"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."
Fernando Pessoa
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Epílogo, parte I
O desejo, é esta a minha profilaxia contra os dias maus e hoje, estou demasiado longe da tua protecção. Sem perguntar porquê, escondo-me em sentimentos díspares e mesmo quando fecho os olhos, vejo a apatia da minha ambição. Procuro a reflexão, procuro a volúpia dos sonhos, procuro esse local quente, onde o sol consegue rasgar a imensidão desse algodão figurado. Preciso de olhar para as nuvens e dar azo à imaginação, preciso de sentir a indiferença do tempo. Numa dança suspensa com a atmosfera, eu recrio a realidade nessa tela azul, onde o vento dá vida às criações e a chuva atenua a poeira provocada pelo movimento indolente, de quem não tem a capacidade de sonhar. Sinto que estou a ficar demasiado perto de mim.
Filipe Almeida
Foto: Paulo F.
Se - "IF, Rudyard Kipling"
Se
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Conta me como foi
Conta me como foi.....
No mar, ouvimos o pensamento de quem já foi saudade.
No deserto, imaginamos o que seria estar, ao lado da sombra de quem amamos!
Na cidade, entregamo-nos à tentação do pecado tentado.
Na "terra", respiramos a nostalgia da infância.
Com vontade de triunfar,fintamos a solidão do tempo,
enfrentamos adversidades naturais e a gélida companhia do fracasso
Sorrimos com um pensamento....choramos com um dialecto sentido.
FRAGÉIS!!!
Fazemos a nossa própria guerra.
Caminhamos juntos no turbilhar de momentos,
onde o impulso é inimigo do verbo agir.
Ficamos transparentes, quando sentimos o fogo do olhar
despidos do preconceito, "eu desejo te"!!
Julgas que a pintura que delimitas no teu intimo
é apenas uma miragem,
que a ansiedade mata qualquer estimulo de esperança.
A tua eloquência....
Transforma-te,
Deixas de ser aquisitivo...o querer dá lugar ao sonho,
E tu passas a actor amador, que anseia pelo louvor de um aplauso.
Ninguém te disse o que devias ser,
e o tempo cai num paradigma, que
serve de tónico para o teu..tímido sorriso.
Vestes a panóplia invisível e....
Conta me como foi!!
Como descobriste a flor?
Como descobriste o jardim?
Como descobriste a primavera?
Como descobriste o oferecer?
Conta me como foi!!
Como descobriste a noite?
Como descobriste o mimo?
Como descobriste o toque?
Como descobriste o suspiro?
Conta me como foi!!
Como descobriste o respirar?
Como descobriste a ferida?
Como descobriste a alma?
Como descobriste o acreditar?
Conta me como foi!!
Como descobriste o olhar?
Como descobriste o amor?
Como descobriste o sonho?
Como descobriste o querer?
Ao ouvido, em jeito de segredo ilícito,
Conta-me como foi....
Filipe Almeida
No mar, ouvimos o pensamento de quem já foi saudade.
No deserto, imaginamos o que seria estar, ao lado da sombra de quem amamos!
Na cidade, entregamo-nos à tentação do pecado tentado.
Na "terra", respiramos a nostalgia da infância.
Com vontade de triunfar,fintamos a solidão do tempo,
enfrentamos adversidades naturais e a gélida companhia do fracasso
Sorrimos com um pensamento....choramos com um dialecto sentido.
FRAGÉIS!!!
Fazemos a nossa própria guerra.
Caminhamos juntos no turbilhar de momentos,
onde o impulso é inimigo do verbo agir.
Ficamos transparentes, quando sentimos o fogo do olhar
despidos do preconceito, "eu desejo te"!!
Julgas que a pintura que delimitas no teu intimo
é apenas uma miragem,
que a ansiedade mata qualquer estimulo de esperança.
A tua eloquência....
Transforma-te,
Deixas de ser aquisitivo...o querer dá lugar ao sonho,
E tu passas a actor amador, que anseia pelo louvor de um aplauso.
Ninguém te disse o que devias ser,
e o tempo cai num paradigma, que
serve de tónico para o teu..tímido sorriso.
Vestes a panóplia invisível e....
Conta me como foi!!
Como descobriste a flor?
Como descobriste o jardim?
Como descobriste a primavera?
Como descobriste o oferecer?
Conta me como foi!!
Como descobriste a noite?
Como descobriste o mimo?
Como descobriste o toque?
Como descobriste o suspiro?
Conta me como foi!!
Como descobriste o respirar?
Como descobriste a ferida?
Como descobriste a alma?
Como descobriste o acreditar?
Conta me como foi!!
Como descobriste o olhar?
Como descobriste o amor?
Como descobriste o sonho?
Como descobriste o querer?
Ao ouvido, em jeito de segredo ilícito,
Conta-me como foi....
Filipe Almeida
terça-feira, 11 de maio de 2010
Curtas VII- Pirilampo
" O pirilampo apaixonado por uma estrela...é coisa que se aguenta por pouco tempo..."
Assim como o pirilampo perde a luz, a estrela também deixa de brilhar. Mas que diferença faz?
Talvez dure só até ao amanhecer ou enquanto o céu não está nublado...
Assim como o pirilampo perde a luz, a estrela também deixa de brilhar. Mas que diferença faz?
Talvez dure só até ao amanhecer ou enquanto o céu não está nublado...
Des(ilusões)
Com a idade os meus pensamentos tornam-se mais maduros e se antigamente encontrava um caminho, hoje não me atrevo a pisar a linha que me guia.
Hoje sou eu que escrevo, na sombra desta luz artificial que retira o lustre em tudo aquilo que acredito, tento não esconder as palavras que tornam este instante num acto precário, onde as sinapses colidem vezes sem conta, transformando a química numa teoria física sem sentido, Hoje sinto medo! Num frémito desejo de não sentir, espero pelo o eco que me trouxe até aqui.
Não devia ser assim, não devia....Sem identidade perco a imunidade que os sonhos construiram, fico susceptível à desilusão e para este pequeno mundo sou apenas um ponto fixo, onde o momento resultante se torna nulo.
Abro a minha alma aos medos e respiro a infinidade necessária para acreditar que nunca me perderei. Não há surpresas e sem explicação, também tu me pedes desculpa...
Filipe Almeida
Hoje sou eu que escrevo, na sombra desta luz artificial que retira o lustre em tudo aquilo que acredito, tento não esconder as palavras que tornam este instante num acto precário, onde as sinapses colidem vezes sem conta, transformando a química numa teoria física sem sentido, Hoje sinto medo! Num frémito desejo de não sentir, espero pelo o eco que me trouxe até aqui.
Não devia ser assim, não devia....Sem identidade perco a imunidade que os sonhos construiram, fico susceptível à desilusão e para este pequeno mundo sou apenas um ponto fixo, onde o momento resultante se torna nulo.
Abro a minha alma aos medos e respiro a infinidade necessária para acreditar que nunca me perderei. Não há surpresas e sem explicação, também tu me pedes desculpa...
Filipe Almeida
Curtas VI - Lápis
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sonetos Quase Mudos
SONETOS QUASE MUDOS
"Há o silêncio, às vezes, entre nós,
e é um silêncio denso, ou uma fala
críptica, uma linguagem que abdica
do som, para ser só a voz da alma...
Há súbitas catarses de palavras
em torrente, cachoeiras de espuma
efervescente, ou talvez a timidez
dos gestos reprimidos ou represos.
Há os olhos que dizem sem dizer,
há o fluido subtil de quem se entende
mais longe do que a vida nos permite.
E há a confiança na ausência,
há segredos sabidos sem saber,
manhãs comuns em cada amanhecer. "
Rui Polónio Sampaio
"Há o silêncio, às vezes, entre nós,
e é um silêncio denso, ou uma fala
críptica, uma linguagem que abdica
do som, para ser só a voz da alma...
Há súbitas catarses de palavras
em torrente, cachoeiras de espuma
efervescente, ou talvez a timidez
dos gestos reprimidos ou represos.
Há os olhos que dizem sem dizer,
há o fluido subtil de quem se entende
mais longe do que a vida nos permite.
E há a confiança na ausência,
há segredos sabidos sem saber,
manhãs comuns em cada amanhecer. "
Rui Polónio Sampaio
Inventa a vida

A compreensão não se desenvolve apenas quando mergulhas no cerne do suposto, e por isso, gastamos o tempo todo, a procurar nomes para o que não entendemos. O exponencial, já foi especial, assim como o sentido das palavras que não compreendes.
A melodia enriquece o lado errado do teu mundo, és prentensioso e continuas a ensaiar o movimento perfeito para aquilo que sentes, mas que não consegues ver.
O meu incunábulo foi escrito numa pauta bem delineada, onde o destino é o maestro responsável pelo ritmo certo.
Os olhos continuam fechados e ainda tremo com a intensidade das notas que produzes (respira)... Essa sinfonia, será o interlúdio para aquilo que ainda não descobri.
Inventa a vida... e deixa a tua marca.
Filipe Almeida
Foto: Mário Cales
domingo, 2 de maio de 2010
Time passes, but...
One of my favorite songs ever!!!
"Is it for yourself, the way you talk...?
Explanations where never found
And it's so untrue, all you say when we're alone
I couldn't be like you...
I never tried...
I never would...!
Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I remember things we used to do
You know that just like you
I miss it too, I'm missing you...
Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I'm so sorry...!!!
There's nothing you...
There's nothing you..."
"Is it for yourself, the way you talk...?
Explanations where never found
And it's so untrue, all you say when we're alone
I couldn't be like you...
I never tried...
I never would...!
Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I remember things we used to do
You know that just like you
I miss it too, I'm missing you...
Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new
I'm so sorry...!!!
There's nothing you...
There's nothing you..."
Wonderland - nothing new
Foto: João Coimbra
sábado, 1 de maio de 2010
Um dia(II)
Um dia, gostava de te ver roubar a minha masculinidade com a tua sensualidade...
( as minhas boxers, a minha camisa desapertada e a magia do teu sorriso)
( as minhas boxers, a minha camisa desapertada e a magia do teu sorriso)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
"Cheiro a Terra"
Tinha que ser hoje, enquanto a presença do perfume persiste com mais intensidade...são estes dias, em que o cheiro da roupa lavada, provoca a fraqueza de quem não quer partir e a ousadia de quem não sabe falar,
os reflexos não escondem o que sinto e se tenho saudade, é porque farás SEMPRE, parte de mim!
Filipe Almeida
terça-feira, 20 de abril de 2010
Enfim, Juntos
"(...) Dormia há mais de uma hora quando Camille - tão leve que só podia ser ela - veio visitá-lo em sonhos...
Infelizmente, ele não viu se ela estava nua... Estava estendida em cima dele. Coxas contra coxas, ventre contra ventre, ombro contra ombro.
Encostou os lábios ao seu ouvido e murmurou:
- Lestafier, vou-te violar...
Ele sorria, como no sonho, primeiro, porque era um belo delírio e depois porque a respiração dela lhe fazia cócegas.
- Sim... acabemos com isto... vou violar-te para ter uma boa desculpa para te abraçar... Mas não te mexas... Se te debateres, estrangulo-te, rapaz...
Ele quis aglutinar tudo, o corpo, as mãos e os lençóis, para ter a certeza de não acordar, mas alguém lhe agarrava os pulsos.
Pela dor, percebeu que não estava a sonhar e, porque sofria, compreendeu a sua felicidade.(...)"
Anna Gavalda, "Enfim, Juntos"
Há muita gente, que não compreende o que é um amor puro. Há poucas pessoas que o vivem, há poucas pessoas que o sentem e o mais estranho, é que há poucas pessoas que o desejam!
Eu não preciso de fechar os olhos para saber aquilo que desejo...
Infelizmente, ele não viu se ela estava nua... Estava estendida em cima dele. Coxas contra coxas, ventre contra ventre, ombro contra ombro.
Encostou os lábios ao seu ouvido e murmurou:
- Lestafier, vou-te violar...
Ele sorria, como no sonho, primeiro, porque era um belo delírio e depois porque a respiração dela lhe fazia cócegas.
- Sim... acabemos com isto... vou violar-te para ter uma boa desculpa para te abraçar... Mas não te mexas... Se te debateres, estrangulo-te, rapaz...
Ele quis aglutinar tudo, o corpo, as mãos e os lençóis, para ter a certeza de não acordar, mas alguém lhe agarrava os pulsos.
Pela dor, percebeu que não estava a sonhar e, porque sofria, compreendeu a sua felicidade.(...)"
Anna Gavalda, "Enfim, Juntos"
Há muita gente, que não compreende o que é um amor puro. Há poucas pessoas que o vivem, há poucas pessoas que o sentem e o mais estranho, é que há poucas pessoas que o desejam!
Eu não preciso de fechar os olhos para saber aquilo que desejo...
domingo, 18 de abril de 2010
Escondidas

Desde o princípio que nos ensinam a brincar às escondidas. Percorríamos com o olhar qualquer objecto, qualquer local, que nos prometesse a invisibilidade temporária, que nos garantisse a protecção necessária. Era assim, na nossa infância não havia medos, não havia incertezas, não julgávamos o sorriso, nem criticávamos o choro…tínhamos a inocência do acto, não receávamos o desejo, nem a queda.
A recordação não era apenas promessa, porque nesse tempo, não era preciso prometer para cumprir, era assim, por muito longo que fosse o caminho, estavas sempre preparado a tentar encontrar, quem de ti se queria esconder.
1,2,3,4,5,6,7,8,9….. Aqui vou EU!
Enquanto o tempo esconde, quem queres encontrar, tu dás voltas ao pensamento, procurando o momento da descoberta. Não te cansas de jogar e tornaste num aventureiro temido pelo tempo….e o tempo passa por ti, CRESCES.
Era assim,
E hoje já não és mentor da inocência, hoje precisas de promessas, hoje jogas às escondidas e não encontras quem queres encontrar.
Filipe Almeida
sábado, 17 de abril de 2010
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte".
Alexandre O'Neill
"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte".
Alexandre O'Neill
terça-feira, 13 de abril de 2010
Vês??
A fantasia enche-te de brilho, é assim que te vejo e quando atravessas essa linha, estás sempre um passo à minha frente. Se o fogo queima, porque é que ainda estou tão perto de ti? Continuas a consumir o meu tempo, mas o teu oxigénio não é o suficiente para reduzir a minha pele em cinzas.
Não são apenas os teus actos, é toda a história, que outrora fazia levitar por entre as ambições do desejo. Ainda me ouves rir? Afinal a intendência, também tem um fim e no final foi só o tempo que passou. Continuas letárgico e só consegues ver, quando fechas os olhos!!! A ironia não está nas palavras, está no olhar.
A minha mente diz-me, que a conquista não está na posse, mas sim no acto de não esquecer.
Fugiste numa melodia delicada, nessa languidez própria que te torna difícil de alcançar, é por isso que contínuo perdido, porque gosto de estar longe desse teu olhar.
Estás a um passo de descrever o som do prazer ( o mesmo que ontem estava esquecido), fechas a porta nesse lugar longínquo, onde apenas a lua te consegue ouvir e onde apenas minha imaginação te consegue tocar.
Real para ti, Fantasia para mim!
Filipe Almeida
Não são apenas os teus actos, é toda a história, que outrora fazia levitar por entre as ambições do desejo. Ainda me ouves rir? Afinal a intendência, também tem um fim e no final foi só o tempo que passou. Continuas letárgico e só consegues ver, quando fechas os olhos!!! A ironia não está nas palavras, está no olhar.
A minha mente diz-me, que a conquista não está na posse, mas sim no acto de não esquecer.
Fugiste numa melodia delicada, nessa languidez própria que te torna difícil de alcançar, é por isso que contínuo perdido, porque gosto de estar longe desse teu olhar.
Estás a um passo de descrever o som do prazer ( o mesmo que ontem estava esquecido), fechas a porta nesse lugar longínquo, onde apenas a lua te consegue ouvir e onde apenas minha imaginação te consegue tocar.
Real para ti, Fantasia para mim!
Filipe Almeida
Sempre, para sempre!
A letra da música dos Donna Maria " Sempre, para sempre", escrita por Miguel Majer, é uma das melhores caracterizações sobre a essência do Amor. ENJOY!
"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre"
Miguel Majer
segunda-feira, 12 de abril de 2010
PERDER
Se olho pela janela é porque ainda consigo ver a cinética do mundo... olha ali, vês? A diversidade de expressões que cada pessoa carrega é a razão pela qual, sentes que não estás sozinho. A sociedade não te nega a partilha das tuas emoções, mesmo assim, achas que ninguém se preocupa e a dimensão do teu querer provoca desconfiança do teu, porquê.
Há coisas que nunca mudam e os interesses de quem te aborda, não são os mesmos, que a tua alma inocente desejava. Sentes que podias partilhar os teus momentos, mas manténs o teu esconderijo bem protegido, NÃO CONFIAS EM NINGUÉM! O teu constragimento é o desespero de quem está ao teu lado, concordas que estás a perder o controlo e a tua definição de felicidade torna-se numa discreta utopia.
É uma questão de oportunidades, sempre foi! Honestamente, quantas é que já perdeste? E porquê? Porque é que não dás uma oportunidade para alguém conhecer o teu mundo? para teres alguém com quem partilhar as tuas emoções? Vives nesse estigma, que um dia, que UM DIA.. voltas a confiar, voltas a dar uma chance, voltas a ter tudo de novo.
Tens a certeza que a vergonha, só serve para dar prazer aos outros e numa diplomacia cautelosa, sabes que ao longo do tempo, irás perder tudo o que amas...é assim que num desejo cru e em jeito de segredo, tu disses, QUERO PERDERRRR TAAAANNTOOOO!
Filipe Almeida
Há coisas que nunca mudam e os interesses de quem te aborda, não são os mesmos, que a tua alma inocente desejava. Sentes que podias partilhar os teus momentos, mas manténs o teu esconderijo bem protegido, NÃO CONFIAS EM NINGUÉM! O teu constragimento é o desespero de quem está ao teu lado, concordas que estás a perder o controlo e a tua definição de felicidade torna-se numa discreta utopia.
É uma questão de oportunidades, sempre foi! Honestamente, quantas é que já perdeste? E porquê? Porque é que não dás uma oportunidade para alguém conhecer o teu mundo? para teres alguém com quem partilhar as tuas emoções? Vives nesse estigma, que um dia, que UM DIA.. voltas a confiar, voltas a dar uma chance, voltas a ter tudo de novo.
Tens a certeza que a vergonha, só serve para dar prazer aos outros e numa diplomacia cautelosa, sabes que ao longo do tempo, irás perder tudo o que amas...é assim que num desejo cru e em jeito de segredo, tu disses, QUERO PERDERRRR TAAAANNTOOOO!
Filipe Almeida
O jogo

Às vezes não sabemos o quão perto do fim estamos, inconscientes e loucos por actos impulsivos, corremos pela necessidade da adrenalina presente neste jogo, que é a VIDA.
Não temos super-poderes, nem vidas ilimitadas, mas temos o dom de fazer RESTART, sempre que perdemos. Com isso, tornaste criador de sonhos, que nem sempre são fáceis de alcançar.
É o sorriso leve, no fulgor do teu olhar, que mantém os sonhos presos, encarecidos pela plenitude do comodismo, TU preferes jogar.
Jogas a tua melhor carta, arriscas aquele sentimento, num lançamento de dados, suspiras por algo que… por favor, por favor, GANHA!!
Pretendes o mundo carregado de volúpia e jogas novamente,
Não tens receio de perder tudo numa só jogada de cara ou coroa, porque sabes que tens, a força de acreditar dentro de ti.
Não acreditas no acaso, não acreditas na sorte, acreditas em algo bem mais consistente, o DESTINO.
E…..
Não desistes, porque acreditas que a vida tem mais sentido se for feita de desafios. Já conseguiste chegar aqui, certo?
Tudo bem! Joga novamente……
Filipe Almeida
Foto: Ruben Vieira
Não temos super-poderes, nem vidas ilimitadas, mas temos o dom de fazer RESTART, sempre que perdemos. Com isso, tornaste criador de sonhos, que nem sempre são fáceis de alcançar.
É o sorriso leve, no fulgor do teu olhar, que mantém os sonhos presos, encarecidos pela plenitude do comodismo, TU preferes jogar.
Jogas a tua melhor carta, arriscas aquele sentimento, num lançamento de dados, suspiras por algo que… por favor, por favor, GANHA!!
Pretendes o mundo carregado de volúpia e jogas novamente,
Não tens receio de perder tudo numa só jogada de cara ou coroa, porque sabes que tens, a força de acreditar dentro de ti.
Não acreditas no acaso, não acreditas na sorte, acreditas em algo bem mais consistente, o DESTINO.
E…..
Não desistes, porque acreditas que a vida tem mais sentido se for feita de desafios. Já conseguiste chegar aqui, certo?
Tudo bem! Joga novamente……
Filipe Almeida
Foto: Ruben Vieira
quarta-feira, 7 de abril de 2010
E se...
Conquista,
Arrisca,
Luta,
Vence,
Grita,
Voa,
Sonha,
Concretiza,
Alcança,
Vive,
Acredita,
Brilha,
SUPERA-TE!
Arrisca,
Luta,
Vence,
Grita,
Voa,
Sonha,
Concretiza,
Alcança,
Vive,
Acredita,
Brilha,
SUPERA-TE!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Fugir, fugir, FUGIR!!
(...) às vezes falas com o corpo, numa linguagem gestual própria, recrias uma amnésia temporária, onde consigo sentir o que desejas. Invades a minha mente com movimentos indolentes e persegues o meu silêncio. Gosto de ti!
Fingimos ser viajantes do tempo com passaporte vitalício, sombras do que devíamos ser, tornas os meus lábios num pecado apetecido. Hoje voltei a desejar-te, hoje voltámos à cidade do pecado, hoje a paixão não foi só química, hoje o teu convite singelo foi uma perdição vertiginosa.
Reparaste que hoje não quis fugir?
Hoje fico contigo.
Filipe Almeida
Fingimos ser viajantes do tempo com passaporte vitalício, sombras do que devíamos ser, tornas os meus lábios num pecado apetecido. Hoje voltei a desejar-te, hoje voltámos à cidade do pecado, hoje a paixão não foi só química, hoje o teu convite singelo foi uma perdição vertiginosa.
Reparaste que hoje não quis fugir?
Hoje fico contigo.
Filipe Almeida
quarta-feira, 31 de março de 2010
A Bruma
Imaginei que fosse diferente! Afinal também não sabes o que queres....
Aquele momento chega ao fim, perplexo num dos segundos do teu horário, vês o reflexo no vidro, que funciona como um bálsamo para a tua alma tépida. A tua história ainda agora começou, abjecta de erros cometidos, enfrentas a megalomania da vida. O teu olfacto não mente, estamos na Primavera.
Há muito mais para além das noites tranquilas, e tu continuas impassível, enquanto esperas pelo fim do dia; o que desejas agora? Já alguém te disse, que não consegues desenhar sozinha esse frágil vestido de cretone? Enquanto me subjugo à dávida do momento, prefiro continuar despido de preconceito, porque ao contrário de ti, não tenho nada a esconder.
Não procuro o perdão desmedido, procuro apenas sentir a complacência da tua felicidade.
Ufano, tenho o ritmo certo para partilhar a lágrima de qualquer instante acrimonioso e num desabafo audaz, perguntas:
- Se a bruma carrega o herói misterioso, porque é que anseio por dias soalheiros?
Misturo a presunção à irreflexão do teu prazer e respondo:
- Não vês, que tatuas o tempo perdido, no sorriso de algo que nunca será teu!
Filipe Almeida
Aquele momento chega ao fim, perplexo num dos segundos do teu horário, vês o reflexo no vidro, que funciona como um bálsamo para a tua alma tépida. A tua história ainda agora começou, abjecta de erros cometidos, enfrentas a megalomania da vida. O teu olfacto não mente, estamos na Primavera.
Há muito mais para além das noites tranquilas, e tu continuas impassível, enquanto esperas pelo fim do dia; o que desejas agora? Já alguém te disse, que não consegues desenhar sozinha esse frágil vestido de cretone? Enquanto me subjugo à dávida do momento, prefiro continuar despido de preconceito, porque ao contrário de ti, não tenho nada a esconder.
Não procuro o perdão desmedido, procuro apenas sentir a complacência da tua felicidade.
Ufano, tenho o ritmo certo para partilhar a lágrima de qualquer instante acrimonioso e num desabafo audaz, perguntas:
- Se a bruma carrega o herói misterioso, porque é que anseio por dias soalheiros?
Misturo a presunção à irreflexão do teu prazer e respondo:
- Não vês, que tatuas o tempo perdido, no sorriso de algo que nunca será teu!
Filipe Almeida
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