domingo, 16 de maio de 2010

A contagem

Vão ser 50 dias, até voltar a escrever aqui.

E como um sorriso faz sempre falta, "SORRI, SOU REI"

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tenho tanto sentimento (Não é um FIM)

Hoje decidi dar um tempo ao sentimento, não é um fim, é apenas um desejo, de não apriosionar a inspiração. Voltarei, porque sou incapaz de não ter uma vida dividida( vejam o poema do Fernando Pessoa). O que seria da vida vivida, sem ser pensada? Aos meus "seguidores", Obrigado e Até Breve!

"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."

Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Epílogo, parte I

O desejo, é esta a minha profilaxia contra os dias maus e hoje, estou demasiado longe da tua protecção. Sem perguntar porquê, escondo-me em sentimentos díspares e mesmo quando fecho os olhos, vejo a apatia da minha ambição. Procuro a reflexão, procuro a volúpia dos sonhos, procuro esse local quente, onde o sol consegue rasgar a imensidão desse algodão figurado. Preciso de olhar para as nuvens e dar azo à imaginação, preciso de sentir a indiferença do tempo. Numa dança suspensa com a atmosfera, eu recrio a realidade nessa tela azul, onde o vento dá vida às criações e a chuva atenua a poeira provocada pelo movimento indolente, de quem não tem a capacidade de sonhar. Sinto que estou a ficar demasiado perto de mim.

Filipe Almeida
Foto: Paulo F.

Se - "IF, Rudyard Kipling"

Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!


Rudyard Kipling

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Conta me como foi

Conta me como foi.....

No mar, ouvimos o pensamento de quem já foi saudade.
No deserto, imaginamos o que seria estar, ao lado da sombra de quem amamos!
Na cidade, entregamo-nos à tentação do pecado tentado.
Na "terra", respiramos a nostalgia da infância.

Com vontade de triunfar,fintamos a solidão do tempo,
enfrentamos adversidades naturais e a gélida companhia do fracasso

Sorrimos com um pensamento....choramos com um dialecto sentido.


FRAGÉIS!!!
Fazemos a nossa própria guerra.


Caminhamos juntos no turbilhar de momentos,
onde o impulso é inimigo do verbo agir.
Ficamos transparentes, quando sentimos o fogo do olhar
despidos do preconceito, "eu desejo te"!!

Julgas que a pintura que delimitas no teu intimo
é apenas uma miragem,
que a ansiedade mata qualquer estimulo de esperança.
A tua eloquência....

Transforma-te,
Deixas de ser aquisitivo...o querer dá lugar ao sonho,
E tu passas a actor amador, que anseia pelo louvor de um aplauso.

Ninguém te disse o que devias ser,
e o tempo cai num paradigma, que
serve de tónico para o teu..tímido sorriso.


Vestes a panóplia invisível e....


Conta me como foi!!

Como descobriste a flor?
Como descobriste o jardim?
Como descobriste a primavera?
Como descobriste o oferecer?

Conta me como foi!!

Como descobriste a noite?
Como descobriste o mimo?
Como descobriste o toque?
Como descobriste o suspiro?

Conta me como foi!!

Como descobriste o respirar?
Como descobriste a ferida?
Como descobriste a alma?
Como descobriste o acreditar?

Conta me como foi!!

Como descobriste o olhar?
Como descobriste o amor?
Como descobriste o sonho?
Como descobriste o querer?

Ao ouvido, em jeito de segredo ilícito,
Conta-me como foi....

Filipe Almeida

terça-feira, 11 de maio de 2010

Curtas VII- Pirilampo

" O pirilampo apaixonado por uma estrela...é coisa que se aguenta por pouco tempo..."

Assim como o pirilampo perde a luz, a estrela também deixa de brilhar. Mas que diferença faz?

Talvez dure só até ao amanhecer ou enquanto o céu não está nublado...

Des(ilusões)

Com a idade os meus pensamentos tornam-se mais maduros e se antigamente encontrava um caminho, hoje não me atrevo a pisar a linha que me guia.
Hoje sou eu que escrevo, na sombra desta luz artificial que retira o lustre em tudo aquilo que acredito, tento não esconder as palavras que tornam este instante num acto precário, onde as sinapses colidem vezes sem conta, transformando a química numa teoria física sem sentido, Hoje sinto medo! Num frémito desejo de não sentir, espero pelo o eco que me trouxe até aqui.

Não devia ser assim, não devia....Sem identidade perco a imunidade que os sonhos construiram, fico susceptível à desilusão e para este pequeno mundo sou apenas um ponto fixo, onde o momento resultante se torna nulo.

Abro a minha alma aos medos e respiro a infinidade necessária para acreditar que nunca me perderei. Não há surpresas e sem explicação, também tu me pedes desculpa...


Filipe Almeida

Curtas VI - Lápis


" - Achas que isso é como os teus lápis? Achas que isso se gasta com o uso?
- Isso o quê?
- Os sentimentos. "


Anna Gavalda, "Enfim Juntos"
Foto: Pedro Fernandes

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sonetos Quase Mudos

SONETOS QUASE MUDOS

"Há o silêncio, às vezes, entre nós,
e é um silêncio denso, ou uma fala
críptica, uma linguagem que abdica
do som, para ser só a voz da alma...


Há súbitas catarses de palavras
em torrente, cachoeiras de espuma
efervescente, ou talvez a timidez
dos gestos reprimidos ou represos.


Há os olhos que dizem sem dizer,
há o fluido subtil de quem se entende
mais longe do que a vida nos permite.


E há a confiança na ausência,
há segredos sabidos sem saber,
manhãs comuns em cada amanhecer. "

Rui Polónio Sampaio

Inventa a vida



A compreensão não se desenvolve apenas quando mergulhas no cerne do suposto, e por isso, gastamos o tempo todo, a procurar nomes para o que não entendemos. O exponencial, já foi especial, assim como o sentido das palavras que não compreendes.

A melodia enriquece o lado errado do teu mundo, és prentensioso e continuas a ensaiar o movimento perfeito para aquilo que sentes, mas que não consegues ver.
O meu incunábulo foi escrito numa pauta bem delineada, onde o destino é o maestro responsável pelo ritmo certo.
Os olhos continuam fechados e ainda tremo com a intensidade das notas que produzes (respira)... Essa sinfonia, será o interlúdio para aquilo que ainda não descobri.

Inventa a vida... e deixa a tua marca.


Filipe Almeida
Foto: Mário Cales

domingo, 2 de maio de 2010

Time passes, but...

One of my favorite songs ever!!!

"Is it for yourself, the way you talk...?
Explanations where never found
And it's so untrue, all you say when we're alone
I couldn't be like you...
I never tried...
I never would...!


Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new

I remember things we used to do
You know that just like you
I miss it too, I'm missing you...

Change your mind don't let me down.
I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new

I'm so sorry my tears are fallin'
Everytime I hear from you.
And i'm so angry my mind tells me
That in the end there's nothing new

I'm so sorry...!!!

There's nothing you...
There's nothing you..."




Wonderland - nothing new
Foto: João Coimbra

sábado, 1 de maio de 2010

Um dia(II)

Um dia, gostava de te ver roubar a minha masculinidade com a tua sensualidade...


( as minhas boxers, a minha camisa desapertada e a magia do teu sorriso)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Cheiro a Terra"

Tinha que ser hoje, enquanto a presença do perfume persiste com mais intensidade...são estes dias, em que o cheiro da roupa lavada, provoca a fraqueza de quem não quer partir e a ousadia de quem não sabe falar,

os reflexos não escondem o que sinto e se tenho saudade, é porque farás SEMPRE, parte de mim!


Filipe Almeida

terça-feira, 20 de abril de 2010

Enfim, Juntos

"(...) Dormia há mais de uma hora quando Camille - tão leve que só podia ser ela - veio visitá-lo em sonhos...

Infelizmente, ele não viu se ela estava nua... Estava estendida em cima dele. Coxas contra coxas, ventre contra ventre, ombro contra ombro.
Encostou os lábios ao seu ouvido e murmurou:

- Lestafier, vou-te violar...

Ele sorria, como no sonho, primeiro, porque era um belo delírio e depois porque a respiração dela lhe fazia cócegas.

- Sim... acabemos com isto... vou violar-te para ter uma boa desculpa para te abraçar... Mas não te mexas... Se te debateres, estrangulo-te, rapaz...

Ele quis aglutinar tudo, o corpo, as mãos e os lençóis, para ter a certeza de não acordar, mas alguém lhe agarrava os pulsos.
Pela dor, percebeu que não estava a sonhar e, porque sofria, compreendeu a sua felicidade.(...)"

Anna Gavalda, "Enfim, Juntos"

Há muita gente, que não compreende o que é um amor puro. Há poucas pessoas que o vivem, há poucas pessoas que o sentem e o mais estranho, é que há poucas pessoas que o desejam!

Eu não preciso de fechar os olhos para saber aquilo que desejo...

domingo, 18 de abril de 2010

Escondidas


Desde o princípio que nos ensinam a brincar às escondidas. Percorríamos com o olhar qualquer objecto, qualquer local, que nos prometesse a invisibilidade temporária, que nos garantisse a protecção necessária. Era assim, na nossa infância não havia medos, não havia incertezas, não julgávamos o sorriso, nem criticávamos o choro…tínhamos a inocência do acto, não receávamos o desejo, nem a queda.

A recordação não era apenas promessa, porque nesse tempo, não era preciso prometer para cumprir, era assim, por muito longo que fosse o caminho, estavas sempre preparado a tentar encontrar, quem de ti se queria esconder.

1,2,3,4,5,6,7,8,9….. Aqui vou EU!

Enquanto o tempo esconde, quem queres encontrar, tu dás voltas ao pensamento, procurando o momento da descoberta. Não te cansas de jogar e tornaste num aventureiro temido pelo tempo….e o tempo passa por ti, CRESCES.

Era assim,

E hoje já não és mentor da inocência, hoje precisas de promessas, hoje jogas às escondidas e não encontras quem queres encontrar.

Filipe Almeida

sábado, 17 de abril de 2010

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam

"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte".

Alexandre O'Neill

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vês??

A fantasia enche-te de brilho, é assim que te vejo e quando atravessas essa linha, estás sempre um passo à minha frente. Se o fogo queima, porque é que ainda estou tão perto de ti? Continuas a consumir o meu tempo, mas o teu oxigénio não é o suficiente para reduzir a minha pele em cinzas.
Não são apenas os teus actos, é toda a história, que outrora fazia levitar por entre as ambições do desejo. Ainda me ouves rir? Afinal a intendência, também tem um fim e no final foi só o tempo que passou. Continuas letárgico e só consegues ver, quando fechas os olhos!!! A ironia não está nas palavras, está no olhar.

A minha mente diz-me, que a conquista não está na posse, mas sim no acto de não esquecer.

Fugiste numa melodia delicada, nessa languidez própria que te torna difícil de alcançar, é por isso que contínuo perdido, porque gosto de estar longe desse teu olhar.

Estás a um passo de descrever o som do prazer ( o mesmo que ontem estava esquecido), fechas a porta nesse lugar longínquo, onde apenas a lua te consegue ouvir e onde apenas minha imaginação te consegue tocar.


Real para ti, Fantasia para mim!



Filipe Almeida

Sempre, para sempre!




A letra da música dos Donna Maria " Sempre, para sempre", escrita por Miguel Majer, é uma das melhores caracterizações sobre a essência do Amor. ENJOY!

"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre"

Miguel Majer

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PERDER

Se olho pela janela é porque ainda consigo ver a cinética do mundo... olha ali, vês? A diversidade de expressões que cada pessoa carrega é a razão pela qual, sentes que não estás sozinho. A sociedade não te nega a partilha das tuas emoções, mesmo assim, achas que ninguém se preocupa e a dimensão do teu querer provoca desconfiança do teu, porquê.

Há coisas que nunca mudam e os interesses de quem te aborda, não são os mesmos, que a tua alma inocente desejava. Sentes que podias partilhar os teus momentos, mas manténs o teu esconderijo bem protegido, NÃO CONFIAS EM NINGUÉM! O teu constragimento é o desespero de quem está ao teu lado, concordas que estás a perder o controlo e a tua definição de felicidade torna-se numa discreta utopia.

É uma questão de oportunidades, sempre foi! Honestamente, quantas é que já perdeste? E porquê? Porque é que não dás uma oportunidade para alguém conhecer o teu mundo? para teres alguém com quem partilhar as tuas emoções? Vives nesse estigma, que um dia, que UM DIA.. voltas a confiar, voltas a dar uma chance, voltas a ter tudo de novo.

Tens a certeza que a vergonha, só serve para dar prazer aos outros e numa diplomacia cautelosa, sabes que ao longo do tempo, irás perder tudo o que amas...é assim que num desejo cru e em jeito de segredo, tu disses, QUERO PERDERRRR TAAAANNTOOOO!

Filipe Almeida

O jogo


Às vezes não sabemos o quão perto do fim estamos, inconscientes e loucos por actos impulsivos, corremos pela necessidade da adrenalina presente neste jogo, que é a VIDA.

Não temos super-poderes, nem vidas ilimitadas, mas temos o dom de fazer RESTART, sempre que perdemos. Com isso, tornaste criador de sonhos, que nem sempre são fáceis de alcançar.

É o sorriso leve, no fulgor do teu olhar, que mantém os sonhos presos, encarecidos pela plenitude do comodismo, TU preferes jogar.

Jogas a tua melhor carta, arriscas aquele sentimento, num lançamento de dados, suspiras por algo que… por favor, por favor, GANHA!!

Pretendes o mundo carregado de volúpia e jogas novamente,

Não tens receio de perder tudo numa só jogada de cara ou coroa, porque sabes que tens, a força de acreditar dentro de ti.

Não acreditas no acaso, não acreditas na sorte, acreditas em algo bem mais consistente, o DESTINO.

E…..

Não desistes, porque acreditas que a vida tem mais sentido se for feita de desafios. Já conseguiste chegar aqui, certo?

Tudo bem! Joga novamente……


Filipe Almeida
Foto: Ruben Vieira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

E se...

Conquista,
Arrisca,
Luta,
Vence,
Grita,
Voa,
Sonha,
Concretiza,
Alcança,
Vive,
Acredita,
Brilha,


SUPERA-TE!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fugir, fugir, FUGIR!!

(...) às vezes falas com o corpo, numa linguagem gestual própria, recrias uma amnésia temporária, onde consigo sentir o que desejas. Invades a minha mente com movimentos indolentes e persegues o meu silêncio. Gosto de ti!
Fingimos ser viajantes do tempo com passaporte vitalício, sombras do que devíamos ser, tornas os meus lábios num pecado apetecido. Hoje voltei a desejar-te, hoje voltámos à cidade do pecado, hoje a paixão não foi só química, hoje o teu convite singelo foi uma perdição vertiginosa.
Reparaste que hoje não quis fugir?

Hoje fico contigo.


Filipe Almeida

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Bruma

Imaginei que fosse diferente! Afinal também não sabes o que queres....
Aquele momento chega ao fim, perplexo num dos segundos do teu horário, vês o reflexo no vidro, que funciona como um bálsamo para a tua alma tépida. A tua história ainda agora começou, abjecta de erros cometidos, enfrentas a megalomania da vida. O teu olfacto não mente, estamos na Primavera.

Há muito mais para além das noites tranquilas, e tu continuas impassível, enquanto esperas pelo fim do dia; o que desejas agora? Já alguém te disse, que não consegues desenhar sozinha esse frágil vestido de cretone? Enquanto me subjugo à dávida do momento, prefiro continuar despido de preconceito, porque ao contrário de ti, não tenho nada a esconder.

Não procuro o perdão desmedido, procuro apenas sentir a complacência da tua felicidade.
Ufano, tenho o ritmo certo para partilhar a lágrima de qualquer instante acrimonioso e num desabafo audaz, perguntas:

- Se a bruma carrega o herói misterioso, porque é que anseio por dias soalheiros?

Misturo a presunção à irreflexão do teu prazer e respondo:

- Não vês, que tatuas o tempo perdido, no sorriso de algo que nunca será teu!


Filipe Almeida

terça-feira, 30 de março de 2010

Curtas V - a Física

Li algures,

"O facto de a velocidade da luz ser superior à velocidade do som é a razão pela qual muitas pessoas parecem brilhantes até abrirem a boca."

Pelos vistos a física consegue explicar quase tudo :)



Foto: Carlos Paes

domingo, 28 de março de 2010

Diz-me lá se não é...

...muito mais que isso....

Se a vida é o melhor dos professores, o amor é o seu estudante mais aplicado. Sentimos na paixão o estímulo e no desejo revemos o querer sem ambição. Temos também a desilusão, que continua a ser problema sem solução e a mentira a causa da sua indeterminação.

O equivalente, nunca foi igual.

Tens sempre os sinais que mudam o sentido, do que julgas ser o correcto.

Não desgosto do infinito, se... for verdadeiro.

E o facto de não saber o passo seguinte, faz com que procure alternativas. Não me acho incapaz e se tenho que voltar atrás, é para que no final, dê o resultado pretendido.

É então verdade,

Não há problemas impossíveis, há apenas problemas complexos, certo?

...professora.


Filipe Almeida

quarta-feira, 24 de março de 2010

Klepht - Tudo de Novo

Está para breve o novo Cd dos Klepht. Acho que é de louvar, todos os grupos portugueses que não se deixam tentar pela canções em inglês. Sonoridade muito boa e letras sempre carregadas de "vida".

Fica o novo single para "abrir o apetite".


quarta-feira, 17 de março de 2010

APELO - Criar um sorriso

Hoje enquanto caminhava, algo intimidou a minha mente, "O que nos faz sorrir?"

Começei a pensar e não consegui ter dedos suficientes, para contar a quantidade de acções que nos provocam o sorriso ou a alegria.
Será que as acções que me provocam sorriso, são iguais à pessoa com quem me cruzei agora?
Será que a acção que provocou o sorriso daquela pessoa, teria o mesmo efeito em mim?

Faço um APELO a que vou chamar, CRIA UM SORRISO!!!!

Sei que isto não vai ganhar fundos monetários para ajudar uma instituição, não vai tornar o nosso mundo melhor, mas pode ser que consiga provocar um sorriso, pode ser que consiga alegrar o teu dia por mais uns instantes.

Por isso, peço as pessoas que visitam o blog, deixem um comentário( mesmo que seja anónimo), um relato, uma frase, de algo que vos provoque um sorriso, para que com isso as pessoas que leiam os comentários consigam "viver" a situação e de uma forma indirecta, estarás a partilhar um sorriso =).

terça-feira, 16 de março de 2010

Um dia(I)


Um dia, aprendo a tocar viola!


- Espero voltar aqui num futuro próximo e dizer " HOJE FOI O DIA" :)
Foto: Mário Carvalho

segunda-feira, 15 de março de 2010

Fica bem

Acreditava que te dava tudo o que necessitavas, pensava que fazia tudo por ti, mas afinal o teu paraíso era a minha ilusão. Os ciúmes entre o sol e chuva, eram o retrato da tua ténue vitalidade. Foi a minha hipocrisia que nos uniu e que ao mesmo tempo, nos fez deambular por entre o ritmo do tic-tac...foi o meu início e o teu fim.

Talvez hoje mudasse alguma coisa, talvez hoje agisse tal e qual como agi, talvez...

Foi o meu toque insidioso? Foi o meu melodroma sentimental?Foi a ausência do meu amor?

Se não mexer no tempo, será que ainda esperavas por mim?

Foram tempos que passei e hoje, estás condenado a uma convalescença infinita só porque um dia, quiseste ficar com o peso da minha alma. Se já não fazes parte do presente, foi para que eu não me perdesse num momento, foi para que eu não desprezasse o tempo, foi para que eu acreditasse no vício de amar.

Sei que não voltas, para que te possa recordar.
Sabendo que o passado é teu e o futuro teu aprendiz, deixas a sensação de............

Esperar, NÃO é Perder!
(Fica bem)
Filipe Almeida
Foto: Filipe ALmeida

quarta-feira, 10 de março de 2010

Monólogo com o sono

As insónias nem sempre são motivo de desagrado, acredito que seja um período de reflexão para a alma.

(...)

Escuta....

-Não consegues ouvir o coração bater?

Xiuuuu...

- Ouves o meu respirar?

Suspiras...

- Sentes o carinho dos lençóis, na tua pele?

Pensas...

- Se fecho os olhos, porque não consigo dormir?

Voas...

- Hum, será?

Questionas...

- Será ansiedade de te voltar a ver?

"Derrotado"...

- Voltas a ser actor principal e cedes ao sono, com um quase sorriso....

(...)


Acredito também, que o sono é o nosso melhor advogado, ponderado, inteligente e astuto, num tribunal, onde a vida veste o papel de acusação.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu flutuo, tu flutuas, nós flutuamos!


Neste mundo afogo-me com o olhar impassível do conformismo. De cabeça para baixo, sou quem eu quiser e a corrente pela qual me deixo envolver é coreografia perfeita de uma retrospectiva emocional.
Num sufrágio coerente, ganho o poder de te abraçar, mas não me perco nas tuas profundezas, porque...ainda sei flutuar.
Emergir é um acto de esperança, que a censura provoca a todos os que seguem sem rumo e acreditam SEMPRE na leveza do flutuar.



Foto: Paulo Sousa

Filipe Almeida

Curtas IV

Após comer algo doce com as mãos,
gosto de lamber as pontas dos dedos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cada Coisa Em Seu Lugar

O copo de vinho tinto que seguro na mão é sinal do meu apreço ao tempo, as luzes têm um sorriso fusco, a lareira continua a devorar oxigénio e a música ambiente quebra a solidão de um estranho viajante.

A Lua olha-me com indiferença é assim que cria a tentação de ser observada e na companhia das estrelas, perde-se na condensação do vapor de água. Essa face misteriosa, faz de ti o esconderijo perfeito para os meus pensamentos, ouves as preces e os desabafos, brilhas por seres enorme!

Não tenho receio de construir castelos e assumo-me como engenheiro do meu próprio império. Imagino a beleza das vastas planícies douradas pelo trigo, imagino o rodopiar das pétalas e as árvores linearmente colocadas, que criam a miragem perfeita, reflectida no espelho fresco do rio.

Não é suposto estar aqui a divagar, o álcool é cúmplice da solidão e relembro a divícia deste momento.....

Olho-te e ainda te vejo a brilhar, aconchego-me na poltrona e encho o copo vazio,

És o meu lugar.

Filipe Almeida

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sonhos VS Pesadelos ( INK - O Filme)

Todos gostamos de sonhar, mesmo sabendo que os pesadelos podem estar presente. Não somos protegidos, nem imunes aos "sonhos maus"....engraçado, afinal também são sonhos.

O óbvio, nem sempre é certo. O certo, nem sempre é o correcto. O correcto, nem sempre é óbvio.

Gostamos dos contadores de histórias, gostamos da perfeição, gostamos do ego bem lá alto, gostamos do poder e de saborear a plenitude dos nossos actos. Quando não o conseguimos alcançar......SONHAMOS.

Eu sonho, porque não sou perfeito.

Eu tenho pesadelos, porque gosto de saborear a plenitude dos meus actos.


" Tem tudo haver com o ritmo. O ritmo do mundo. Somos todos parte de uma canção e eu só oiço a música"

Hoje deixei-me deliciar com um filme diferente.

INK, recomento a todos, vejam porque vale a pena!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Falta ( conversa de amigos)

Gostava de voltar a deixar o meu mundo, para voltar a sonhar com o "teu", JUNTOS.....numa simbiose perfeita, num momento em que levitas e ficas invisível a tudo. Conseguiria desenhar os traços do teu semblante, conseguiria sentir a energia do teu "quase toque", aquele que inevitavelmente cessa o nosso doce olhar.

Num colóquio mudo, deitas-te no me colo, onde vagarosamente percorro a suavidade do teu cabelo. Precisas de um beijo e eu de um carinho.

A ternura do teu ser é fatalidade para qualquer dia mau, és respiração pausada de qualquer dúvida sentida, és valium natural para os dias em que me sinto pequeno, és o sorriso da minha lágrima.

Produzes esse efeito estranho a que chamo, Desejo!

Em confidências, encarecidas pela ausência, imploramos por uma palavra amiga, por esse "quase toque", pelo carinho e pela ternura que só estão presentes no teu mundo.

O acordar torna-se ambíguo...não quero ser ditador, no meu mundo precário. Quero a herança do teu fogo, quero o sabor da tua pele, quero o calor dos teus lábios, quero a serenidade do teu olhar, quero ser aliado da tua guerra!

Deixa-me partir, que farei desta noite aquela que nunca quererás esquecer... e não precisas de perguntar, porquê?

Se me bateres à porta, eu responderei,

Senti a tua falta!

Filipe Almeida

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Curtas III - Modernices



Pessoas modernas não se amam, vivem paixões efémeras.
Foto: Ana Silva
Autor: Filipe Almeida

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A descoberta

(Dedico-te a ti, que apesar de tudo, deixaste o essencial)


As palavras que escrevo, são escritas nas linhas que desenhaste.
Os verbos e as palavras, são conjugados com os sentimentos que deixaste.

Chegaste sem avisar, sem pedir licença para entrar.
Vivia na subtil diferença de um amor intemporal, procurado pelo sigilo do coração, onde era descobridor amador das sensações provocadas pela eloquência e irrequietude do cupido.

Provocaste imunidade, a tudo o que não parecia ser tão correcto, vestias a panóplia da mentira e preconizavas um discurso perfeito.
Hoje trago-te no coração, pela ferida que deixaste e que me torna intransigente ao amor leviano, mas sensível à cedência natural do toque, que poderá abrir portas à paixão, que é um mero quase tudo, mas não é nada...

Talvez a surpresa da mudança, me deixe envolver de novo, na monotonia da mentira, a mesma que um dia tu tornavas comum na minha...perfeição fingida.
É incrível como os sentimentos e as recordações, se podem desvanecer com um simples “suspiro” e tu...suspiraste.

A importância discreta da tua passagem, não é só perfeita conjugação do pretérito perfeito, é também motivo para a minha descrença na heresia do meu futuro.

Um destes dias, saberei exactamente, o que eram as lágrimas que choravas. E nesse momento, saberei o epílogo, de algo já vivido.


Pode uma vida começar de novo?

E assim descobrimos o significado da palavra,

ADEUS
(sorriso de quem amou)
Filipe Almeida

TU aproveitas

Não é difícil viver com expectativas altas, difícil é conseguir concretizá-las. Tens aqueles dias em que adormeces carregado de sonhos, e acordas desamparado pela sacrilégio do silêncio, mesmo assim, respiras a quantidade certa átomos que fazem de ti um visionário astuto. Estás na linha da frente, exposto a qualquer acção e imune à alegoria da vida. Não tens receio de ser preso pela precaridade da vida...nada TEMES.

Aproveitas cada raio de sol, aproveitas a brisa do vento, aproveitas o brilho das estrelas, aproveitas o cheiro da terra lavrada, aproveitas o pólen do jardim, aproveitas o sabor do mar, aproveitas o teu momento...


Se "ela" me prender e tu me soltares, tenho a certeza que não vou fugir.

Filipe Almeida

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Lua Adversa

O título não advém, de mais uma história de vampiros (que agora está em moda), é apenas o agradecimento sentido, de alguém que trago no coração, OBRIGADO Ana Margarida.
Desejo-te as maiores felicidades, nesse teu novo projecto, és uma pessoa ENORME! Força:)

Agradeço o poema, que passo a partilhar,

“Lua adversa”

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles (1901-1964)

Novo Amanhecer

Hoje mesmo que grite, tu não ouves...
este forte sentimento perdido no silêncio,
que vem de mim, e não de ti,
tens medo que não esteja nesse teu sonho!

A realidade é julgada por não ter sentido,
porque hoje estamos juntos e amanhã..?
Partilhas um lençol e um vago amanhecer,
que melindra o acto (repetido), de ter que acordar.

Queres dar, sem receber!!!
E perdes-te num sorriso aparente,
só porque tens receio de voltar a sofrer.
Não me dás nada, do que preciso!!!

Sereno, tento descobrir
a razão pela minha apreensão,
o porquê de guardar este frágil segredo...
Já não sei, o que é amar!

Flutuo na esperança contestada,
de não voltar a despedir-me para sempre
desse teu semblante que traz o agradável sabor,
de um novo...... Amanhecer!

(é nesse momento que acordas e dizes baixinho, AmO-Te)

Filipe Almeida

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Sopro


O sopro,
Um mero sopro, é o suficiente para acreditares que consegues ir mais longe, na odisseia da vida.
Mas...sê prudente, não te deixes ir ao sabor do vento, aprecia apenas o toque do seu sopro.
Make it real, Blow Me!!!

Filipe Almeida

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Soltas VI - Princípio de le châtelier

O Princípio De Le Châtelier diz-nos que,

Um sistema em equilíbrio responde a qualquer perturbação exterior com uma alteração que tende a contrariar a perturbação a que foi sujeito.

Ora bem, o Princípio deste químico francês é bem interessante se o aplicarmos à vida real.

Se nos perdemos, o "sistema" arranja-nos um GPS.
Se não temos dinheiro, o "sistema" pede ao BES.
Se temos a moral em baixo, o "sistema" oferece-nos uma goleada do Benfica.
Se estamos felizes, o "sistema" aumenta o preço do petróleo.
Se temos um aumento da natalidade, o "sistema" oferece-nos armas químicas
Se temos poder de compra, o "sistema" aumenta-nos o IVA.
Se faz calor, o "sistema" retribui com uma vaga de frio.
Se nos achamos feios, o "sistema" sugere-nos uma operação plástica.

Se erramos, o "sistema" dá-nos uma nova chance.
Se pões em dúvida, o "sistema" dá-te coragem
Se estás triste, o "sistema" oferece-te um sorriso
Se estás preocupado, o "sistema" oferece-te um abraço
Se te sentes sozinho, o "sistema" dá-nos um amigo.
Se não acreditas, o "sistema" faz-te recordar o passado.

Se reflectir-mos um pouco, a base para a felicidade e para o sucesso está no equilíbrio das nossas acções e de certa forma, conseguimos sempre contrariar as adversidades a que somos sujeitos.

Seja pela positiva ou pela negativa, basta olhar à nossa volta, afinal O "SISTEMA" existe :).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quem é quem?

Sem sentido, sou ténue.

Com um abraço, sou destemido.

Sem sonhos, sou átomo disperso.

Com apreço, sou temeridade reflectida!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pausa I

Hoje decidi parar no tempo e reflectir um pouco, estou cismático perante os dias que se avizinham.

Tomei a liberdade, de fazer um chá de hipericão e deixar-me levar por esta música,



Tony Bennett - The Good Life

Foram os melhores, dois minutos e catorze segundos, dos mil quatrocentos e quarenta do dia de hoje!

Quando precisarem, é só fazer um chá e carregar play.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Espelho

Olhas-te ao espelho e ele não te conhece? Gostavas de ser diferente, certo?
Apontas inúmeros defeitos que suscitam lembranças do passado. Gostavas de ter aquela voz, gostavas de ter aqueles olhos, gostavas de ter aquelas mãos, gostavas de ter aquele cabelo, gostavas de ter aquele peito, gostavas de ter aquela barriga, gostavas de ter aqueles músculos, gostavas de ter aquela inteligência, gostavas de ter aquela pele, gostavas de ter aqueles lábios, gostavas de ter aquele nariz, gostava de….

É o que melhor caracteriza a sociedade de hoje em dia( gostava de..), e por isso, as pessoas começam a perder a sua própria identidade, submetem-se aos padrões e sem dar por isso, acabamos por ser apenas mais um.

Não sou contra, a quem luta por uma mudança, a quem luta pela felicidade ou pelo seu próprio bem-estar, só não estou a favor, de quem age por inveja, por moda ou mesmo por influência.

Tens que aprender a saber olhar um espelho…….

E mesmo que não saibas, quando virares as costas ao espelho, lembra-te de olhar por cima do ombro, pode ser que te lembres, de quem um dia foste!

Acreditar, nem sempre é sinónimo de facilidade, é o estigma da dificuldade que nos faz dar valor, ao que conquistamos!



muitas
vezes
QUE

…..não sei olhar um espelho, mas tento nunca me esquecer de olhar por cima do ombro…..


Filipe Almeida

Curtas II

Foto: Sérgio Costa

Gosto de descobrir, o que a noite escondeu!



Chá preto com Canela

Alguém no grupo Sonae, decidiu colocar à venda no Continente/Modelo, uns pacotes de chá preto e canela.

Venho deste modo agradecer tal facto(ou será fato? com o novo acordo ortográfico,LOL), pois poupou-me o trabalho de colocar a canela, após fazer o meu chá preto.

É UM DOS MEUS CHÁS FAVORITOS!!!!!!

Nas noites frias, em que vou ao Paraíso (café mais popular de Tomar), já tinha por hábito pedir ao meu amigo Rubén, um chá preto, com leite e canela. Posso garantir que fica com um aspecto de galão(leite e café) e cheira a arroz doce!

Quanto ao chá do Continente, experimentem, não se vão arrepender!

P.S - é uma óptima alternativa ao café e cheira tão bem! ( dá vontade de comer)

Fio dental = Riso


Ontem foi dia de passar a ferro.
Sujeitei-me à clarividência do amontoado de roupa estratégicamente colocado naquele lugar do quarto onde temos menor ângulo de visão ( evitamos saber que “ele” existe)....
Foi nesse momento, que coloquei em causa, a necessidade de passar a ferro as minhas boxers e inevitavelmente algo assombrou o meu pensamento, será que as mulheres, passam a ferro, o seu sexy fio dental???

Sinceramente, penso que não!!!!
E vos garanto, que soltei uma bela gargalhada tímida, a imaginar a aventura que seria se o decidissem passá-lo :).

Na remota hipótese, de na próxima vez, ter um fio dental no meu amontoado de roupa, EU chamo o MacGyver :).


Filipe Almeida

sábado, 30 de janeiro de 2010

Falso

Falsas aparências,
Falsas paixões,
Falsas memórias,
Falsas palavras,
Falsas loucuras,
Falsos amigos,
Falsos momentos,
Falsos arrependimentos,
Falsos sentimentos,
Falsos casamentos,

E mesmo assim, continuamos a fechar os olhos à ilusão desta palavra...

Filipe Almeida

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Soltas V

SILÊNCIO
O teu silêncio consome o meu coração quando discutimos, mas "atiça" a nossa paixão quando nos ama-mos!
Xiu!!!
Encostas o teu dedo na minha boca e deixas-te levar pelo desejo ardente, que sela uma nova paixão!
Filipe Almeida
Foto por: Kristinna