sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

  


 "We have two lives, and the second one begins when we realize we only have one."

Confucius
Foto: Internet

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Homens de Ferro


"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro."

Sigmund Freud
Foto: Internet

On And On - Drifting

Artista da Semana: On And On

Álbum: And The Wave Has Two Sides (2015)

Música: Drifting

Recomendação: 7/10





sábado, 11 de fevereiro de 2012

Curtas XXII - Porque não?


"Há pessoas que vêem as coisas como elas são e perguntam a si mesmas: "Porquê?" e há pessoas que sonham as coisas como elas jamais foram e perguntam a si mesmas: "Porque não?"."


George Bernard Shaw
Foto: António Manuel Pinto da Silva

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sade - King of Sorrow

Artista da Semana: Sade

Álbum: Lovers Rock (2001)

Música: King of Sorrow

Recomendação: 4/5

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor em Portugal - Miguel Esteves Cardoso

Amor em Portugal

"Mesmo que Dom Pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de Dona Inês, Júlio Dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em Portugal. Basta pensar no incómodo fonético de dizer «Eu amo-o» ou «Eu amo-a». Em Portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras: «I love you» ou «Je t'aime». As perguntas «Amas-me?» ou «Será que me amas?» estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. Por isso diz-se antes «Gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa.

O mesmo pudor aflige a palavra amante, a qual, ao contrário do que acontece nas demais línguas indo-europeias, não tem em Portugal o sentido simples e bonito de «aquele que ama, ou é amado». Diz-se que não sei-quem é amante de outro, e entende-se logo, maliciosamente, o biscate por fora, o concubinato indecente, a pouca vergonha, o treco-lareco machista da cervejaria, ou o opróbio galináceo das reuniões de «tupperwares» e de costura.
Amoroso não significa cheio de amor, mas sim qualquer vago conceito a leste de levemente simpático, porreiro, ou giríssimo. Quem disser «a minha amada» — ou, pior ainda, «o meu amado» — arrisca-se a não chegar ao fim da frase, tal o intenso e genuíno gáudio das massas auditoras em alvoroço. Amável nunca quer dizer «capaz de ser amado», e, para cúmulo, utiliza-se quase sempre no pretérito («Você foi muito amável em ter-me convidado para a inauguração da sua Croissanterie»). Finalmente um amor é constantemente aviltado na linguagem coloquial, podendo dizer-se indistintamente de escovas de dentes, contínuos que trazem os cafés a horas, ou casinhas de emigrantes. (O que está a acontecer com o adjectivo querido constitui, igualmente, uma das grandes tragédias da nossa idade.)

Talvez a prática mais lastimavelmente absurda, muito usada na geração dita eleita, seja aquela de chamar amigas às namoradas. Isto porque os portugueses, raça danada para os eufemismos, também têm vergonha das palavras namorado e namorada. Quando as apresentam a terceiros, nunca dizem «Esta é a Suzy, a minha namorada» — dizem sempre «Esta é uma amiga minha, a Suzy», transmitindo a implícita noção, muito cara ao machismo lusitano, de que se trata de uma entre muitas. E, também assim, como se não lhes bastasse dar cabo do Amor, vão contribuindo para o ajavardamento semântico da Amizade.

Isto tudo em público — claro — porque, em particular, a sós, funciona a síndrome plurissecular do «só-nós-dois-é-que-sabemos» e os portugueses tornam-se pinga-amores ao ponto de se lhes aconselhar vivamente a utilização de coleiras de esponja muito grossa. Nisto, o sexo forte é bastante mais vira-casacas que o fraco. Em público, são as amigas, o Guincho, os drinques e as apreciações estritamente boçais do sexo oposto. Dêem-lhes, porém, cinco minutos a sós com a suposta «amiga» e depressa verão todos os índices aceitáveis de pieguice, choraminguice e «love-and-peace» babosa e radicalmente ultrapassados; ao ponto de fazer confundir a Condessa de Segur com Joseph Conrad. As infelizes «amigas» reprimem com louvável estoicismo o enjoo, e aconselham-lhes a moderação. As mais estúpidas não compreendem e vão depois dizer às amigas que os namorados têm feitios muito complexos, porque quando estão acompanhados, são uns brutos do bilhar grande, e quando estão sozinhos transformam-se em donzelas delicodoces, inexplicavelmente ainda mais nauseabundas do que elas.

A retracção épica a que os portugueses se forçam no uso próprio das palavras do amor, quando o contexto é minimamente público, parece atirá-los ilogicamente, para uma confrangedora catarse de lamechices cada vez que se encontram sós com quem amam. Dizer «Eu amo-te» é dizer algo que se faz. Dizer «Eu tenho uma grande paixão por ti» é bastante menos do que isso — é apenas algo que se tem, mais exterior e provisório. Os portugueses, aliás, sempre preferiram a passividade fácil do «ter» à actividade, bastante mais trabalhosa, do «fazer».

A confusão do amar com o gostar, do amor com a paixão, e do afecto, tornam muito difícil a condição do amante em Portugal. Impõe-se rapidamente o esclarecimento de todos estes imbróglios. Que bom que seria poder dizer «Estou apaixonado por ela, mas não a amo», ou «já não gosto de ti, embora continue apaixonado» ou «Apresento-te a minha namorada», ou «Ele é tão amável que não se consegue deixar de amá-lo». Estas distinções fazem parte dos divertimentos sérios das outras culturas e, para podermos divertirmo-nos e fazê-las também, é urgente repor o verbo «amar» em circulação, deixar-mo-nos de tretas, e assim aliviar dramaticamente o peso oneroso que hoje recai sobre a desgraçada e malfadada paixão."

Miguel Esteves Cardoso, "A Causa das Coisas"

Adele - One and Only

Artista da Semana: Adele

Álbum: 21 (2011)

Música: One And Only

Recomendação: 5/5



"You've been on my mind,
I grow fonder every day,
Lose myself in time,
Just thinking of your face,
God only knows why it's taken me so long to let my doubts go,
You're the only one that I want,

I don't know why I'm scared,
I've been here before,
Every feeling, every word,
I've imagined it all,
You'll never know if you never try,
To forgive your past and simply be mine,

I dare you to let me be your, your one and only,
Promise I'm worth it,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

If I've been on your mind,
You hang on every word I say,
Lose yourself in time,
At the mention of my name,
Will I ever know how it feels to hold you close,
And have you tell me whichever road I choose, you'll go?

I don't know why I'm scared,
'Cause I've been here before,
Every feeling, every word,
I've imagined it all,
You'll never know if you never try,
To forgive your past and simply be mine

I dare you to let me be your, your one and only,
I promise I'm worth it, mmm,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

I know it ain't easy giving up your heart,
I know it ain't easy giving up your heart,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,
Nobody's pefect,
(I know it ain't easy giving up your heart),
Trust me I've learned it,

So I dare you to let me be your, your one and only,
I promise I'm worth it,
To hold in your arms,
So come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts,

Come on and give me a chance,
To prove I am the one who can walk that mile,
Until the end starts."

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ventos de Esperança - Gonçalo Almeida

O Mundo visto por quem me conhece :)!



" Com o passar dos dias, há dois sentimentos que cada vez se afastam mais: a esperança de dias melhores e a força de triunfar. A força de triunfar cada vez cresce mais, as ideias cada vez fervilham mais dentro da cabeça, a cada ideia que se mete de lado surge meia dúzia que a substituem mas por fim, quando toda a poeira assenta e se consegue ver o caminho que se tem pela frente, deparamo-nos com um deserto árido onde só os fortes e poderosos conseguem sobreviver e viver, neste mundo do faz de conta, onde os ricos fazem-se de pobres e onde os pobres são obrigados a fazer de ricos.
Aproveito o sossego da noite, sento-me sobre esta pedra, entre os dedos seguro uma folha de papel de 160x82 mm, ao mesmo tempo que admiro este jogo do “mata mata” que decorre mesmo à minha frente e que dizima milhares…tudo por uma folha de papel que nem chega a ser uma folha A4 mas cujo valor para muitos chega a ser superior à própria vida! Olho novamente para esta, olho em frente, para todos aqueles cuja ganância os deixou deitados para toda a eternidade, olho para esta terra infértil! Levanto-me, sinto a brisa do ar quente a querer queimar-me a pele, reflicto e inspiro este ar saturado, deixo que esta brisa quente e saturada faça com que esta folha de papel se escape por entre os dedos…deixo-a ir com esperança que não dizime ninguém…viro as costas a estes deserto, olho-o sobre o ombro pela última vez e penso: “ Hoje sou um covarde por não ter coragem de te atravessar mas prometo um dia voltar aqui e seguir em direcção contrária! Prometo voltar sem ganância mas com mais ambição!

-Nós vamos conseguir!
(esta é a minha de "carta de amor")"


Gonçalo Almeida
Foto: Miguel Oliveira

domingo, 24 de julho de 2011

Erros Meus, Má fortuna, Amor Ardente - Luís de Camões

“Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das coisas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!”

Luís de Camões, “Sonetos”

Myomi - Sun In My Eyes

Artista da Semana: Myomi

Álbum: ... (2007)

Música: Sun in my eyes

Recomendação: 4/5

sábado, 25 de junho de 2011

O fim?


Este poderá ter sido o meu último Post.
Obrigado por me lerem. Obrigado, por todas as palavras. Obrigado pelos elogios. Obrigado pela partilha de sentimentos. Obrigado por todo o tempo despendido neste blog.

Fica a recordação e quem sabe...um até já.

Filipe Almeida

A Languidez do Desejo


Ainda guardo na memória, a última vez que deixámos a cama com os lençóis de lavado. Aquele perfume fresco com cheiro a citrinos parece persistir em todos os poros da minha pele e a suavidade da roupa esticada continua a ser testemunha daquele roubo de sentidos. É na simplicidade desses momentos ingénuos, que se encontra a grandeza desta reminiscência e assim, se criam laços que nunca desvanecem.

A camisa de noite, definia com sumptuosidade as formas do teu corpo e, de certa forma, era o suficiente para provocar a minha perplexidade. Em bicos de pés, os teus gémeos ganhavam uma forma bem torneada e sabendo disso, caminhavas para mim lentamente… O teu sorriso ficava mais pequeno, mais atrevido, mais sensual, era assim que ganhavas toda a minha atenção.
Recordo, como desperdiçámos as palavras num silêncio proibido e irreversível…

- Hoje quero-te só para mim, vou ligar para o trabalho e dizer que estou doente – retorquiu ela, trincando suavemente o lábio.

- Se tu estás doente, eu fui momentaneamente promovido a enfermeiro? – perguntei, com um olhar semicerrado.

- Enfermeiro a tempo inteiro – Respondeu. - Na unidade de cuidados intensivos.

- Hum, não tens receio da minha falta de experiência?

- Pelo contrário. A tua falta de experiência fará com que sejas mais dedicado – contrapôs ela, com a boca praticamente encostada à minha orelha.

- Sendo assim, vou ter de te examinar minuciosamente para determinar a causa da tua doença. – sussurei, beijando docemente o seu pescoço.

As palavras foram-se perdendo e o meu corpo, já sentia o calor daquela pele morena.

- Vais tratar de mim para sempre? – perguntou ela, suspirando.

- Para sempre. – Respondi – Como se fosse a tua imunidade.

Filipe Almeida
Foto: Internet

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Curtas XXI - A Fraqueza

“Quem é que pode conciliar o sono, quando o peito alberga sentimentos inexprimíveis?”

Haruki Murakami, "Em busca do Carneiro Selvagem"
Foto: Joana Costa

Beyonce - Speechless

Artista da Semana: Beyonce

Álbum: Dangerously in Love (2003)

Música: Speechless

Recomendação: 5/5

 


O puzzle que a vida nos reserva

“(…) Precisava dizer que te amo, amo-te tal como és, amo-te sem floreados, enfeites ou condições, só por ti, pela pessoa que te tornaste…por isso, seja o que for que a vida nos reserve, lembra-te que te amo muito(…)”

Perdemos o jogo, mas o desafio continuou.

M.M.V.B.T.Q.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Curtas XX - A banalidade dos homens

Na ausência de Amor, sou tão vulgar como a monotonia e tão indiferente como a fugacidade de um desejo concretizado.


Filipe Almeida
Foto: José Luís Cunha


Quando me Amei de Verdade - Kim McMillen

"Quando me amei de verdade,
compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que
estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a
minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é
ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa
que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, Abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo
o passado e de me preocupar com o Futuro. Agora, me mantenho no
presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é.... SABER VIVER ! "

Kim McMillen, "Quando me Amei de Verdade"
Foto: Paulo Nogueira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Freud - Evitar o sofrimento

Evitar o Sofrimento

"Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados. Porque é que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer."

Sigmund Freud, "As Palavras de Freud"

Chris Brown feat Benny Benassi - Beautiful People

Artista da Semana: Chris Brown feat Benny Benassi

Álbum: Spaceship (2011)

Música: Beautiful People

Recomendação: 4/5


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Curtas XIX - Ambição volúvel



A imprudência do meio-termo, quando só existe o «Tudo ou Nada».


Filipe Almeida

Foto: Vânia Viana