"We have two lives, and the second one begins when we realize we only have one."
O Sentimento é algo que produz sensações, é muito mais que actos ou palavras, é o elo responsável por tudo aquilo que somos. Este Blog, é um registo das pequenas coisas que criam e desencadeiam, o verbo sentir!
Amor em Portugal

" Com o passar dos dias, há dois sentimentos que cada vez se afastam mais: a esperança de dias melhores e a força de triunfar. A força de triunfar cada vez cresce mais, as ideias cada vez fervilham mais dentro da cabeça, a cada ideia que se mete de lado surge meia dúzia que a substituem mas por fim, quando toda a poeira assenta e se consegue ver o caminho que se tem pela frente, deparamo-nos com um deserto árido onde só os fortes e poderosos conseguem sobreviver e viver, neste mundo do faz de conta, onde os ricos fazem-se de pobres e onde os pobres são obrigados a fazer de ricos.
Aproveito o sossego da noite, sento-me sobre esta pedra, entre os dedos seguro uma folha de papel de 160x82 mm, ao mesmo tempo que admiro este jogo do “mata mata” que decorre mesmo à minha frente e que dizima milhares…tudo por uma folha de papel que nem chega a ser uma folha A4 mas cujo valor para muitos chega a ser superior à própria vida! Olho novamente para esta, olho em frente, para todos aqueles cuja ganância os deixou deitados para toda a eternidade, olho para esta terra infértil! Levanto-me, sinto a brisa do ar quente a querer queimar-me a pele, reflicto e inspiro este ar saturado, deixo que esta brisa quente e saturada faça com que esta folha de papel se escape por entre os dedos…deixo-a ir com esperança que não dizime ninguém…viro as costas a estes deserto, olho-o sobre o ombro pela última vez e penso: “ Hoje sou um covarde por não ter coragem de te atravessar mas prometo um dia voltar aqui e seguir em direcção contrária! Prometo voltar sem ganância mas com mais ambição!
-Nós vamos conseguir!
(esta é a minha de "carta de amor")"
Gonçalo Almeida
Foto: Miguel Oliveira
“Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das coisas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!”

"Quando me amei de verdade,